A Morte Vermelha

As salas ficam lotadas os bailes começam na euforia da festa,
a orgia acontece freneticamente, mas o último quarto, o preto, é solitário.
Presença solitária... um relógio de ébano... o eco mudo das pausas após cada batida lúgubre.

As paredes pretas eclipsam a sala, a banda interrompe uma melodia eufórica,
Olhos bem abertos sob a máscara buscam um véu de certeza,
Terro e inquietação nos corações, os golpes param,
A música toca novamente as danças ficam mais animadas, uma gritaria brincalhona
Espalha que alguém esqueceu, para outra pessoa é apenas uma vaga lembrança, tempo
Passa cruelmente.

Alec Benjamin, mandei meu terapeuta para terapia

O relógio de pêndulo bate meia-noite, as pausas são dolorosas
Sem fim, as danças param novamente, doze longas batidas chamam o
Atenção para uma figura lúgubre, alta e esbelta, envolta em um sudário.
A máscara representa a morte vermelha.

O manto manchado de sangue, a testa larga, o rosto imóvel de um cadáver
Seu olhar vítreo. Ele se move lentamente com rolamentos reais, como se fosse
Agitado por um vento frio e passando por ele semeia um horror amaldiçoado.

letras rosa e branco

Pestilência entre os senhores, pestilência entre os servos,
Pestilência entre todos os convidados.
E no tapete da morte desaparece vitoriosamente na sala negra.